A Importância da “Gestão de Contas a Pagar” (Parte 1)

A Importância da “Gestão de Contas a Pagar” (Parte 1)

Tempo de leitura: 6 minutos

Por que falar de “GESTÃO DE CONTAS A PAGAR?

Olá

Meu nome é Julio Santos.

Eu sou Educador Financeiro, especialista em Planejamento Financeiro Pessoal, Familiar e Empresarial.

Tenho ajudado empreendedores em todo o Brasil a estancar perdas e melhorar a lucratividade de seus negócios a partir da Educação Financeira Empresarial.

Resolvi produzir este material pois notei que a maioria dos empreendedores cometem erros, alguns pequenos, outros muito graves, na gestão de seu fluxo de caixa, especialmente, no que se refere a “CONTAS A PAGAR”.

“Destrinchei” este assunto e aqui compartilho com você para que comece agora a mudar a história da sua empresa/negócio

Para facilitar a leitura vamos dividir este conteúdo em 4 partes. Comece agora a primeira parte.

Boa leitura!

Parte 1: O PROBLEMA.

Por que os empresários desvalorizam tanto “contas a pagar”?

Quando você une anos de experiência com um espírito analítico, mesmo que demore algum tempo, você faz descobertas impressionantes em todas as áreas de suas vidas.

Partindo dessa lógica, eu acabo de entender com detalhes um dos comportamentos de muitos empresários – aliás, um comportamento muito nocivo à saúde financeira dos seus negócios – e vou descrevê-lo o minuciosamente agora para você.

Vou começar fazendo uma pergunta para você:

 

-Por que a maioria dos empresários desprezam tanto o “contas a pagar”?

 

Isso mesmo, são dezenas e dezenas de consultorias feitas para empresários e profissionais liberais, e eu estava aqui matutando e revendo o comportamento de muitos deles.

Meu objetivo era entender por que eles deixam tanto de lado o compromisso de simplesmente pagar as contas da empresa em dia.

E o mais interessante é que, desses empresários que analisei, 100% deles estão em situações financeiras delicadas, algumas até críticas.

E fica evidente que estes comportamentos que vou descrever para você tem uma enorme parcela de contribuição para esta situação.

No mundo empresarial fala-se tanto de fluxo de caixa, capital de giro, ponto de equilíbrio, mas sempre de forma superficial.

Ora, se há problemas nessas áreas, certamente erros estão sendo cometidos.

Mas o empresário não analisa isso, ele simplesmente joga a culpa no cliente que atrasa, na carga tributária, na greve dos caminhoneiros, etc.

Ao fazer uma reflexão, começo a perceber que este desprezo pelas “contas a pagar” é um dos fatores que desembocam no descontrole financeiro da empresa, comprometendo seu fluxo de caixa e capital de giro, levando-a a começar a fazer empréstimos, criando e aumentando o desequilíbrio financeiro.

Mas afinal, por que o empresário tem essa postura?

Vamos lá, seguem algumas constatações.

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  • Compras por impulso

Assim como muitas pessoas compram por impulso na vida pessoal, esse comportamento se repete nas empresas.

Seja um software, uma pequena reforma, mobília, é comum o empresário comprar simplesmente por receber algum estímulo: um vendedor que o aborda, a visita a um centro comercial, a sugestão de um funcionário que não conhece a dinâmica financeira da empresa, etc.

Grande parte das compras por impulso poderiam ser evitadas. A maioria delas são de itens “não essenciais” para a sobrevivência do negócio.

Mas a verdade é que elas acontecem frequentemente e muitas vezes em uma proporção preocupante.

Compras sem planejamento

Comprar por impulso já é uma evidência de falta de planejamento.

Mas em muitas situações o recurso é até necessário, porém, não pode ser adquirido sem a devida análise de prazos e disponibilidade financeira.

O gestor empresarial precisa se atentar para esta realidade. Se a aquisição de um recurso colocar em “xeque” a saúde do caixa da empresa, ele deve buscar soluções alternativas, adiando estas despesas.

Com boa vontade e disciplina isso sempre será possível.

Comprar sabendo que não pode comprar

Veja que agora a situação vai piorando cada vez mais.

O empresário sabe que a situação financeira não está boa, está dependendo de certos recebimentos, mas mesmo assim acaba comprando.

O impulso e a “desorganização financeira” falam mais alto.

Em muitos momentos precisamos ser conservadores, pensar em alternativas e se adequar à realidade financeira da empresa.

Como se não bastassem todos esses erros acima, muitos empresários são péssimos em negociação.

O fornecedor sempre buscará receber da melhor forma. De preferência à vista, em dinheiro e antes da entrega do produto e serviço

Você, por outro lado, deve defender o lado da usa empresa.

As condições de pagamento devem ser estabelecidas de acordo com as possibilidades da sua empresa. Daí a necessidade de se ter uma visão completa de todos os compromissos financeiros.

Excesso de otimismo

Outro comportamento que faz o empresário ficar desatento ao contas a pagar é o excesso de otimismo.

Ela começa a fazer projeções, começa a contar com o “ovo na barriga da galinha”, e vai comprando dizendo para si mesmo:

 

-Vai dar para pagar!

 

Mas nem sempre dá.

Tudo bem que para ser empreendedor é necessária uma boa dose de ousadia, mas que isso não seja confundido com empolgação gratuita ou irresponsabilidade financeira.

Controles de cabeça

Mais um hábito dos empresários: a mania de confiar na memória.

Por mais que sua capacidade de guardar informações seja ótima, a chance de acontecer erros é enorme, porque não adianta você lembrar de tudo o que tem que pagar se não houver dinheiro em caixa.

E a verdade e que, muitos confiam na memória, mas passaram 24 horas de tomar determinada atitude, já esqueceram completamente da data e valor comprometidos.

Contas a pagar é apenas um sistema de anotação

Esse é um dos erros mais clássicos e comuns no mundo das finanças empresariais.

Você tem uma ótima planilha ou um software maravilhoso, mas ele só serve para o registro dos compromissos financeiros.

Ou seja, você não analisa os dados que ali estão registrados, não confronta com as previsões de recebimento e muito menos considera fatores estratégicos, por exemplo, queda de vendas devido a um feriado prolongado, uma despesa inesperada que precisa ser paga em determinada data, etc.

Paremos por aqui. Se você é empresário, reflita sobre o que abordamos até agora, identifique quais os erros tem cometido e crie uma estratégia para eliminá-los. 

 

Em breve publicaremos a segunda parte deste curso.

 

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